Temos mais de mil alternativas pra tentar escapar,
a ciência e a tecnologia ultrapassaram a barreira do caos;
a meta do terceiro milênio é fazer o homem ser imortal,
criando imunidade contra a crença, contra o vício e o vírus letal.
Mas, quando nós formos divindades, não podemos mentir,
não podemos mentir...
O homem levou ao pé da letra que foi feito igual Deus,
e agora cobra o que acha de direito, os poderes dos céus;
tempo faz que a lei foi feita pra todo humano pagar,
mas o homem faz de tudo agora para ser santificado e escapar...
Se virarmos divindades,
nada irá nos atingir,
nada irá nos atingir...
Agora resta descobrir se o Super-Homem sou eu,
e se por trás de mil defeitos não existe algum Deus,
eu só não quero é perder o direito de sentir minha dor,
criptonitas à parte,
eu quero morrer é de amor...
EDUARDO ALVES
segunda-feira, abril 02, 2007
O amor é Pop
Tão vendendo Jesus Cristo como se fosse desinfetante esotérico
tão confiscando nosso orgasmo e nos dando pra gozar, um tal de prazer genérico
tão misturando rock and roll com paranóia fashion
e criando uns escândalos pro IBOPE
e eu, trabalhando num projeto pra fazer o amor ser pop...
Tão virando divindade com a mesma velocidade de quem vira mendigo
tão mudando de partido, tão virando a casaca
e a gente acordado e vivo,
tão simulando chororô na hora do velório,
mas mandando o defunto ir pro inferno,
e eu, jejuando e protestando pro amor virar eterno...
O amor merece muito mais do que os quinze miseráveis minutinhos
de uma fama fabricada e banal,
merece uma estátua, um filme, um livro,
como um mega-ultra-ídolo internacional,
merece câmera espalhada no trajeto que percorre todo dia
com seu arco e flechinhas na mão,
o tiro é certeiro,
o amor é o funcionário do mês, o operário-padrão...
O amor não solta as tiras e tem fórmula secreta,
o amor lava mais branco e dá prêmios de montão,
existem coisas que só o amor faz por você,
o que já fez por mim, então,
o amor é pop,
um Beatle habitando o coração...
EDUARDO ALVES
tão confiscando nosso orgasmo e nos dando pra gozar, um tal de prazer genérico
tão misturando rock and roll com paranóia fashion
e criando uns escândalos pro IBOPE
e eu, trabalhando num projeto pra fazer o amor ser pop...
Tão virando divindade com a mesma velocidade de quem vira mendigo
tão mudando de partido, tão virando a casaca
e a gente acordado e vivo,
tão simulando chororô na hora do velório,
mas mandando o defunto ir pro inferno,
e eu, jejuando e protestando pro amor virar eterno...
O amor merece muito mais do que os quinze miseráveis minutinhos
de uma fama fabricada e banal,
merece uma estátua, um filme, um livro,
como um mega-ultra-ídolo internacional,
merece câmera espalhada no trajeto que percorre todo dia
com seu arco e flechinhas na mão,
o tiro é certeiro,
o amor é o funcionário do mês, o operário-padrão...
O amor não solta as tiras e tem fórmula secreta,
o amor lava mais branco e dá prêmios de montão,
existem coisas que só o amor faz por você,
o que já fez por mim, então,
o amor é pop,
um Beatle habitando o coração...
EDUARDO ALVES
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