domingo, novembro 25, 2007

HOMEM SEM FIM


eu,

homem comum,

vertebrado, sentimental,

infernizado,

homem algum,

coisas sim,

coisas não,

tudo hospedado,

num único coração,

todo remendado mas fingindo de inteiro,

primeiro atingido,

último derrotado,

coração de braços fortes e mil razões,

capitão do pelotão,

soldado, e general,

até o fim, exército completo,

vencedor nato,

coração pronto,

pra lutar, sempre por si,

e até por quem

nunca lhe deu devido valor,

dias de breu, pra ter a paz

de pertencer a um rapaz, feito eu,

homem normal,

uma árvore um livro,

quem sabe um filho,

deixar um sinal,

de que esteve nesse barco e já passou

mas foi um homem sem fim,

porque sofreu, mas amou,

e já que amou conseguiu

deixar um pouco mais humano

o mundo tosco que viu...




Eduardo Alves

4 comentários:

  1. Anônimo2:57 PM

    lúcidas lúbricas palavras... LINDO! abraço do primo Boa Morte

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  2. Esse seu poema é bastante legal, parabéns. Gostei muito do seu blog. Tô iniciando um, se quiser passar lá, será bem vindo. Um abraço.

    http://so-pensando.blogspot.com

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  3. São palavras lindas e verdadeiras. Olha, me chamo Daniel e estou vindo aqui pela segunda vez. Agora, com mais calma, dei uma vasculhada no seu material e gostei de mais. Pretendo voltar mais vez, tanto que te linkei lá no meu blog (desculpe o atravimento, mas não posso deixar de vim aqui). Um abraço e bom final de semana.

    http://so-pensando.blogspot.com

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  4. Daniel, perdoe a demora incrível em lhe responder... quase abandonei esse blog por um tempo, loucura né, mas agora vou retomá-lo com toda força!
    vou também ver com carinho e calma o seu trabalho, obrigado pelos elogios, fico feliz em poder ter despertado algo bacana em vc com meus textos,
    tudo de bom, e muita poesia!

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